Altar Cabalista

SOBRE AS FENDAS NO TEMPO…

YUMÁ GEZRÁ – Dia do Altar

Todas as vezes que algo de significativo, uma superação, um momento de contentamento acontece, um altar é construído, ele servirá para nos lembrarmos da Presença Divina e da nossa conexão com Ela.

Todos os símbolos sagrados de nossa Tradição, só existem para nos lembrar do nosso compromisso e responsabilidade com nosso estado de presença, ou seja para nos tornarmos conscientes a todo momento que somos templos vivos emanadores da Luz Infinita para nosso próximo.

Era costume, no tempo de Adam e Hawá, que a árvore mais velha do terreno fosse nomeada: Árvore da Vida.

Aos seus pés era erguido um altar com três grandes pedras empilhadas. Cada uma dessas pedras representam os pilares da Tradição, a primeira representa o estudo da Sabedoria, a segunda representa a dedicação à Meditação e a terceira representa a Celebração. Devemos também nos recordar que o lema da Tradição possui três pilares que são o compromisso, a coragem e a resistência. Esse altar era feito pelas mulheres, era delas a responsabilidade de cuidar da velha árvore, ornamentando-a com enfeites e franjas que pendiam de seus galhos. E era através dessa Árvore que as mulheres se comunicavam com os ancestrais e com as faces da Shek’hiná.

As mulheres celebravam e dançavam ao redor da Árvore da Vida na lua nova e na lua cheia. Essa conexão que as mulheres têm com a Terra, que era acessada através de uma árvore que representa a própria vida, já que suas raizes se aprofundam até alcançar o Shuasar, que são as águas doces que alimentam a vida do planeta e que são a memória do mundo. Seus galhos se elevam aos céus, à procura de alcançar seus níveis mais altos e sua evolução. Ao mesmo tempo em que produzem frutos que alimentam e garantem sua reprodução. Essa conexão gera o sustento que é a capacidade de gerar vida, movimento e prazer com aquilo que se tem, isso era o que mantinha a vida no G´nat Dania (Jardim do Eden).

Os homens se conectavam com os deuses no interior da Tenda do Encontro.

Através do conceito de anpianut, que é a compreensão de ver tudo através da interioridade que norteia nossa Tradição. Devemos nos lembrar de que a Árvore da Vida, a Tenda do Encontro e todos os altares erigidos, estão dentro de nós, como estados de consciência, comportamentos e atitudes.

E que a nossa procura por iluminação, é a procura por nos tornarmos seres iluminadores, doadores de Luz.

Sandra Loize Dawata
Baseado nos Ensinamentos do Mestre Mario Meir

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