O Rio e a Margem

Na Cabala Ancestral há uma bela imagem que nos ajuda a compreender a natureza da união do feminino e do masculino.
O Rio e a Margem.
O feminino é o rio, a água que flui, que traz vida, beleza, frescor, força e profundidade. Suas águas estão em constante movimento mostrando suas diversas faces.
O masculino é a margem, duas margens, duas faces, a potência e o destino. A margem traz estabilidade, segurança e leva o rio a se aprofundar, tornando-se cada vez mais fertilizador, cada vez mais consciente de sua força, de seu tamanho. A margem está sempre aprimorando sua visão, sua capacidade de enxergar longe, é ela que cerca, que protege e assim é capaz de abrir e fechar caminhos.
São os limites da margem e a força do rio que determinam seu curso.
Desta união temos muitos tipos de rios e margens, que podem nos ensinar muito sobre a união do feminino e do masculino.
Temos rios represados com grandes margens, e rios alagados sem margem. Grandes, pequenos, córregos, cascatas. Temos rios barulhentos, agitados, suaves e musicais, e outros profundos e silenciosos, cada um com sua margem.
No rio reside a sabedoria da entrega, da fluência, a compreensão do fluxo da vida e de todos os seus desafios e mistérios.
Na margem reside a sabedoria da confiança, da compreensão de seu lugar, do papel que se exerce para si e para o outro. Na margem reside a estabilidade de confiar e de ser uma fonte de confiança.
Rio e margem existem também dentro de nós. Macho e fêmea.
Masculino e feminino. Entrega e confiança.

Juliana Calut Meir

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