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Visão espiritual

SOBRE AS FENDAS NO TEMPO…

Yumá Hiziwa – Dia da Visão Espiritual
22 de Duzu

“Visão espiritual é a capacidade de perceber a vida através de um estado de lucidez absoluta, que nos faz superar o olhar comum sobre os fatos da vida.”

Hoje é um dia para escavar a superfície e tornar o raso mais profundo; é um dia para romper a casca (areta). Procure perceber quais são os verdadeiros elementos que estão “escondidos” por trás dos acontecimentos de sua vida; desvie o olhar das aparências e busque o âmago das questões; encontre a essência.

Quando interpretamos a existência somente através da exterioridade, ou seja, pelo que é aparente, superficial, externo, perdemos a visão espiritual.

Segundo a Cabala Ancestral, há duas formas de compreender e se relacionar com o mundo: através do conceito de anpianut (interioridade) e de hitzonut (exterioridade).

Anpianut é estar frente a frente consigo mesmo e com a Luz Infinita; é estar fora do tempo e do espaço, ligado à Causa Essencial. A partir do princípio da interioridade, todas as coisas que vemos e com as quais nos relacionamos são reflexos de aspectos que residem em nossa psique. Ou seja, tudo que se manifesta para nós no mundo é uma projeção do nosso próprio interior. Esse conceito permite um reencontro com o fio permanente da Luz Infinita, e estabelece uma reconexão com o Sagrado.

Hitzonut simboliza a vida fora do G’nat Dania (Jardim do Éden, em aramaico); representa o mundo de Selem (corpo físico) — isto é, das formas, imagens, impressões e aparências, bem como de todos os acontecimentos “mundanos”. Perceber o mundo pela ótica da exterioridade é o que nos faz idolatrar um livro, um templo ou até mesmo um indivíduo, quando, na realidade, o sagrado está na sabedoria e no entendimento que tais coisas proporcionam, na luz que elas emanam.

O mundo manifesto (material) é o mundo dos rastros: só podemos compreender o que está além de nós através de símbolos, marcas e reflexos. Ou seja, a maneira que temos de lidar com o mistério, com o que está oculto, é a partir de nossas referências do passado, de padrões preestabelecidos, de modelos já acabados. Com base neste paradigma, podemos afirmar que nossa visão sobre as coisas será sempre incompleta, parcial.

Esta, por exemplo, é a visão que possuímos sobre Deus.

Andre Boehme Rousselet
Baseado nos Ensinamentos de Mario Meir

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